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Desenvolvendo Vilões :: Darth Sidious

Thursday, August 19th, 2010

Desenvolver vilões nunca é uma tarefa fácil. E desenvolvê-los numa história que os faça desenvolver, tal qual num RPG, é mais complicado ainda. No entanto, depois que percebemos a coisa por outros ângulos, essa tarefa parece ser menos hercúlea e mais prazeirosa.

Muita gente considera qualquer NPC um vilão ou um neutro, mas acredito que o vilão é muito mais que um combatente poderoso e desafiador. O vilão tem idéias e inteligência para sobreviver, ludibriar, combater, negociar, seduzir, enganar, falsificar, camuflar, fingir, mentir. Ou seja, o vilão mais perigoso não é aquele que luta melhor ou domina maiores poderes; é aquele que melhor utiliza as falhas do grupo a seu favor.

O vilão seduz os combatentes cegos de cobiça, engana os aventureiros que buscam sabedoria, sempre apóia aquele que pretende ser o líder da empreitada. O vilão observa seus alvos e ataca com precisão em seus pontos vulneráveis. Seja na luta ou nas situações do dia-a-dia.

Um grande vilão que demonstra muitas dessas habilidades é o personagem Darth Sidious da saga Star Wars.

Sidious (também Senador Palpatine), faz as jogadas certas, analisa seus oponentes, atinge-lhes nos pontos mais inflamáveis. O resultado disso é o xeque-mate e consequente massacre da Ordem Jedi, que termina com o assassínio dos separatistas, a reorganização da República no I Império Galático (do qual se transforma no primeiro Imperador). Sua percepção de Anakin como grande jedi e o uso inteligente das dores e anseios do jovem jedi dão-lhe invejável posição de ‘homem de confiança’ do mais forte dos jedis.

É claro que o avançado conhecimento da “Força” permite que Darth Sidious sobreviva aos ataques dos jedis em momentos chave da trama, mas ele só arrisca em terrenos onde tem chances de ganhar. Sua sabedoria é um dos marcos de sua vitória e bastiões de sua sobrevivência.

Lembre-se que o vilão não é necessariamente mau. Sua visão do mundo difere dos personagens. Seus propósitos são outros. E seus valores podem ser os mesmos dos aventureiros, mas alinhados a outras necessidades.